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21 fev 2018

ENTREVISTA: Pop Sugar: “Gravar, escrever músicas e performar me faz feliz”

POP SUGAR: Eu cresci me inspirando em você, seja em relação a beleza, o que vestir, como falar com uma paquera.. Foi uma época muito difícil para mim, mas você passou por isso nos holofotes. Como você passou por isso, sendo tão jovem, e como você acha que isso te fez a mulher que és hoje?
HD: 
As pessoas vinham até a mim pensando em Lizzie McGuire, mas eu era ela. Era muito eu. Eu era estranha, era normal, era boa, apenas descobrindo como lidar com as coisas sem tudo caindo sobre a minha cabeça.. literalmente. Mas acho que tive a oportunidade de ser eu mesma, com as pessoas aceitando isso. Acho que isso foi parte do que me manteve sã. Era autêntico. A outra parte, eu tive uma irmã mais velha, tive alguém para me inspirar, uma família muito forte que assistia tudo que eu fazia e me mantinha na linha. Acho que tudo tem a ver com que eu sou, por dentro, com as pessoas com quem me aproximei, sentindo o que é certo, o que é errado. Não é fácil, é um desafio, mas eu definitivamente tive altos e baixos. Me tornar mãe me ajudou muito a sentir que eu tenho os pés completamente no chão, eu sei exatamente quem eu sou, o que preciso fazer, como e por quê. Me sinto confortável em minha própria pele, esse papel me tornou quem eu sou. Me fez feliz. É uma grande responsabilidade. Eu lembro de olhar para Luca e pensar: “Eu mantenho você vivo.. não posso estragar isso..”. Mas fora disso, da maternidade, me tornar quem eu sou levou anos. Mas tem sido uma jornada legal. Eu tenho uma carreira há anos, quando eu olho para trás, eu pergunto: “Quem é essa garota?”.. Eu acabei de fazer 30 anos e nunca me senti melhor.

POP SUGAR: Eu amei que você comentou sobre encontrar você mesma fora da maternidade. O que você acha que te ajudou nisso?
HD: 
Eu acho que o tempo ajudou. A maternidade é assustadora no começo, tem tanta coisa para ser feita, tanta responsabilidade, você coloca tanta pressão em você mesma, para fazer tudo certo, e isso não é realidade. Então, quando a poeira abaixa, você pensa: Eu consigo fazer isso, fomos feitas para isso! E tirar tempo para você mesma, sair com suas amigas, para se sentir uma pessoa fora do papel de mãe. Eu sou obcecada com o meu filho, ‘Eu e você, para sempre!’. É bem intimidador no começo, mas obviamente é recompensador, mas há desafios nisso.

PS: Quero falar agora sobre positividade com o corpo, eu acho que você é uma ótima inspiração quando se trata de ser mulher, mostrar sua curvas. Mas você recebe tantas críticas, as pessoas amam criticar qualquer pessoa na mídia. Eu não posso imaginar passar por isso, ter orgulho do seu corpo e ter alguém an internet colocando defeitos. Como você chegou a este ponto de dizer que está cansada e foi hora de se posicionar contra isso?
HD: 
Eu cheguei a este ponto? Não sei. Todo dia é diferente. Alguns dias, eu me sinto ótima, posso rebater qualquer coisa que alguém tenha a dizer. Outros dias, não.. Nós somos mulheres, e metade do mês nos sentimos como fogo, na outra metade: ‘não consigo manter isso!’. Mas, o que podemos fazer? Acho que esta é a atitude, eu me sinto confortável, quando não sinto, eu faço mudanças. eu não ligo para o que as pessoas pensam ou tenham a dizer sobre mim, elas não vivem na minha pele. Eu vivo. Eu acho que agora estamos chegando ao ponto de poder aceitar sermos um indivíduo, e não termos que ser do mesmo tamanho, ter o mesmo cabelo, etc. A individualidade está começando a aparecer e ser visto como algo bom.

PS: Já houve um momento na sua vida em que você pensou que alguma parte da sua carreira, ou vida, não estava mais te fazendo feliz e você precisou mudar, por mais arriscado que tenha sido?
HD: 
Quando eu era bem mais nova, eu estava em turnê, tinha uma linha de roupas, e era extremamente bem sucedida.. eu perdi o interesse. Acabou saindo do controle, não era mais meu estilo, não estavam me deixando evoluir. Então, acabei com tudo. Todos pensaram que eu estava louca por acabar com tudo. Eu tinha 18 anos, então muitos pensaram que eu estava perdendo o controle ou tomando decisões ruins. Mas aquilo não era eu, eu não quero vender um produto que não me reflete. Então, aquela foi uma grande decisão que foi muito assustadora, mas acabou sendo muito boa para mim. Algumas vezes, eu penso em fazer turnê, lancei um álbum há dois anos. Quando eu penso no que me faz realmente feliz, gravar, escrever músicas e performar me faz feliz, mas eu tenho um filho e ele é a prioridade número um. Não consigo imaginar perder grande parte da vida dele desta maneira. Descobrir e priorizar o que faz você feliz é importante, isso está sempre mudando.

PS: Você estava nos holofotes antes das redes sociais estourarem, e você não ficou famosa por causa delas. Você acha que há partes destas redes sociais que te trouxeram benefícios e quais os pontos desfavoráveis de ser acessível o tempo todo, não só por fãs?
HD: 
Eu ainda não sei exatamente o que acho sobre isso tudo, eu cheguei bem atrasada. Quando o Twitter surgiu, eu só criei um anos depois. Eu me perguntava: o que é isso, quem liga?! Agora eu estou obcecada com o Instagram, eu amo. Mas, sim, é estranho, estamos mostrando o quê para quem? Porém, também é parte do meu trabalho. Acho que eu faço um bom trabalho por não postar por um final de semana inteiro, ou quando não me sinto inspirada, ou não quero ficar acampada no telefone. Mas é como o nosso mundo funciona hoje, e você tem que acompanhar ou ficará para trás. Além disso, quero saber o que meu filho estará fazendo. Eu preciso saber como navegar nestas coisas. Eu vejo o meu vizinho, que tem 14 anos, e as coisas que eles fazem.. eu tenho que acompanhar.

Postado por: LS
Categoria: Notícias

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